Brasileiros de oito Estados do Nordeste enfrentaram transtornos na madrugada de por causa de uma falha no sistema de transmissão de energia, que deixou 46 milhões sem luz. A interrupção no fornecimento começou por volta de 0h30 e provocou caos em serviços públicos e hospitais, além de paralisar as atividades do principal polo petroquímico do País, na Bahia. O governo ainda não sabe as causas do apagão. Ex-ministra de Minas e Energia, a presidente Dilma Rousseff determinou às autoridades do setor que tomem providências imediatas para descobrir as causas e evitar a repetição do problema. Avaliações preliminares apontam para uma falha no sistema de proteção da subestação Luiz Gonzaga, operada pela Chesf, em Pernambuco.
Rua da Fundição, no Recife, no início da madrugada: apenas a torre de telefonia celular podia ser vista em meio à escuridão da noite. Segundo a Chesf, à 0h08 de sexta-feira um equipamento chamado cartela desligou uma das linhas de transmissão que ligam a subestação Luiz Gonzaga ao município de Sobradinho (BA). Às 0h21, outras cinco linhas no mesmo trajeto também foram desligadas, provocando um efeito cascata que interrompeu o suprimento de toda a Região Nordeste, com a exceção do Maranhão.
Na próxima segunda-feira, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) se reúne com a Chesf para discutir as causas do incidente. O objetivo é descobrir por que o equipamento foi acionado, desligando a primeira linha. A hipótese de falha humana está praticamente descartada. E não havia chuvas ou raios na região.
A Chesf informou que o suprimento começou a ser restabelecido à 1h10, primeiro em Fortaleza. Natal foi a capital que ficou mais tempo no escuro: a energia só foi religada a partir das 4h10. Às 4h37, diz a empresa, todos os consumidores já recebiam eletricidade. Ao todo, 8 mil megawatts (MW) de carga foram desligados durante a noite. “Foi um evento considerado raro”, afirmou o superintendente de operação da Chesf, João Henrique Franklin, em nota. O governo evitou usar o termo “apagão” para definir o incidente. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, preferiu a expressão “interrupção temporária de energia”. Para a presidente da República, a palavra apagão denota falta de capacidade de gerar energia, como ocorreu durante o racionamento de 2001.
Na próxima segunda-feira, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) se reúne com a Chesf para discutir as causas do incidente. O objetivo é descobrir por que o equipamento foi acionado, desligando a primeira linha. A hipótese de falha humana está praticamente descartada. E não havia chuvas ou raios na região.
A Chesf informou que o suprimento começou a ser restabelecido à 1h10, primeiro em Fortaleza. Natal foi a capital que ficou mais tempo no escuro: a energia só foi religada a partir das 4h10. Às 4h37, diz a empresa, todos os consumidores já recebiam eletricidade. Ao todo, 8 mil megawatts (MW) de carga foram desligados durante a noite. “Foi um evento considerado raro”, afirmou o superintendente de operação da Chesf, João Henrique Franklin, em nota. O governo evitou usar o termo “apagão” para definir o incidente. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, preferiu a expressão “interrupção temporária de energia”. Para a presidente da República, a palavra apagão denota falta de capacidade de gerar energia, como ocorreu durante o racionamento de 2001.
*Com informações de Nicola Pamplona - Agência Estado







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