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» »Unlabelled » Prejuízos e mudanças no carnaval carioca este ano

Foto: Wagner Meier/Arena/AE
O incêndio que em três horas arruinou o trabalho de meses de centenas de funcionários dos barracões da Grande Rio, Portela e União da Ilha, na Cidade do Samba, e provocou prejuízos de cerca de R$ 8 milhões, mudou o carnaval carioca. Como faltam 27 dias para o desfile e as três escolas tiveram tanto fantasias quanto carros alegóricos destruídos - na Grande Rio, a mais prejudicada, as perdas são de quase 100% -, não há condições de igualdade com as outras nove do Grupo Especial.

A Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) anunciou, ontem, que nenhuma das 12 escolas do Grupo Especial será rebaixada em 2011. Dessa forma, 13 escolas se apresentarão no Grupo Especial em 2012 - as 12 deste ano mais a campeã do grupo de acesso. Na apuração de 2012, duas escolas serão rebaixadas. A Liesa também confirmou que haverá mudança na ordem dos desfiles. A Mocidade Independente de Padre Miguel, que estava programada para entrar na avenida no domingo de carnaval, dia 6 de março, às 23h10, irá trocar de horário com a Portela, uma das atingidas pelo incêndio na Cidade do Samba, que desfilaria na segunda-feira de Carnaval.

Os desfiles da Grande Rio e da União da Ilha foram mantidos nos mesmos horários, na segunda-feira de Carnaval, dia 7 de março.

Destruição - O fogo começou por volta das 7 horas e foi controlado depois das 10 horas - se fosse mais tarde, quando é bastante intenso o fluxo de pessoas, acredita-se que teria provocado mortes. O trabalho de rescaldo foi acompanhando  por dezenas de funcionários, carnavalescos e dirigentes.

A Liesa, administradora da Cidade do Samba desde sua inauguração, em 2005, também teve dependências queimadas. O chamado Museu do Carnaval pode ter sido o foco inicial - os bombeiros ainda não sabem se começou lá ou no barracão da União da Ilha, nem qual foi a causa; um laudo ainda está sendo elaborado pela Polícia Civil, que mandou peritos ao local.

Embora a Grande Rio seja um caso perdido, com 3,3 mil fantasias e oito carros inutilizados, seu presidente, Hélio Oliveira, que chegou a passar mal de tanta tensão, tentava não esmorecer. “A Grande Rio desfila nem que seja com uma camiseta e uma pluma. A vontade não foi queimada.” O prefeito Eduardo Paes (PMDB), portelense que já saiu na bateria de sua escola, foi ver os estragos e garantiu apoio financeiro às três escolas. A Polícia Civil descartou a hipótese de incêndio criminoso.

*Com informações da Agência Estado

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