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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Médicos do RN aprovam indicativo de greve após Governo do Estado não cumprir acordo com a categoria

Em assembleia realizada na noite de ontem (24), no Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed), os profissionais que atuam pelo Governo do Estado aprovaram indicativo de greve. O indicativo de greve foi motivado pelo descontentamento com a proposta enviada pela Sesap (Secretaria de Saúde Pública) para o reajuste referente ao escalonamento do piso Fenam. Segundo um acordo firmado em 2013 entre categoria e governo, o reajuste deveria ser de 20% em fevereiro deste ano e seguir com pouco mais de 18% ao ano, até 2018.

Uma nova proposta do estado de reajuste salarial seria realizado em forma de gratificação diferenciada de acordo com os portes hospitalares, a ser incorporada ao piso salarial dos médicos somente ao final da implantação do piso Fenam.

Na nova proposta do governo, uma gratificação de 14% em 2014 somados com mais 18,75% até 2018 seria concedido aos médicos das unidades de Porte 1, que incluem hospitais como Walfredo Gurgel e Giselda Trigueiro, já para os profissionais das unidades de porte 2 receberiam 10% de gratificação em 2014 e 14% até 2018, enquanto para os médicos das unidades de porte 3 o reajuste seria de 8% em 2014, mais 10% ao ano até 2018. Como se trata de gratificação os médicos aposentados estariam excluídos da negociação.

Os profissionais rejeitaram esta nova proposta e discordam com a diferenciação da classe de acordo com o porte hospitalar e com a proposta de uma gratificação, diferente do aguardado que é um aumento salarial com incorporação no piso da categoria. Também não agrada a diferença entre profissionais da ativa e os aposentados além de outras inconsistências na tabela enviada pela Sesap.

A categoria apresentará uma contraproposta ainda esta semana, através do presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira, e incluirá o aumento salarial no piso da categoria, sem a diferenciação da classe por níveis hospitalares. Em caso de inviabilidade da proposta a longo prazo a segunda sugestão é o aumento salarial de 14% de forma igualitária para todos os profissionais, ainda este ano.


Uma nova assembleia foi marcada para o dia 10 de março, às 19h, no auditório da Associação Médica do RN, para discussão das respostas do governo e possível deflagração da greve.

*Por: Rodrigo Klyngerr

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