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» »Unlabelled » Lâmpadas incandescentes podem sumir das prateleiras até 2016

Foto: Site Google
As lâmpadas que consomem mais energia vão sair do mercado em até cinco anos. O governo calcula que a medida irá trazer economia para o país, mas o preço das lâmpadas mais modernas preocupa o consumidor.

Economia na conta de luz ou na hora de comprar uma lâmpada? A funcionária pública Walquíria Lana prefere o modelo de baixo consumo: “Em termos de custo unitário da lâmpada, ele é mais caro, o custo inicial, mas que se paga rapidamente porque o consumo de energia é muito baixinho”, conta.

Lição que o vendedor Francisco Alves da Silva ensina sempre: “Uma lâmpada comum de 100, ela clareia 100 e consume 100 watts/hora. Uma lâmpada econômica, ela clareia 100 e consome 20 watts/hora, ou seja, 80% de economia, o grande diferencial está aí”, explica Francisco.

É, mas a lâmpada que consome menos pode custar dez vezes mais. Por isso, na casa da dona de casa Antônia Lopes, só entra a lâmpada a tradicional, a incandescente: “Que é mais comum, mais simples e que é também mais barato, que dá pro bolso de todo mundo”, conta.

E ela está em 70% das casas brasileiras. São 300 milhões de unidades vendidas por ano. Mas a lâmpada antiga pode sumir das prateleiras. A partir do ano que vem, o governo vai aumentar a exigência aos fabricantes e até 2016 ela deve ser substituída pela lâmpada mais econômica.

“A nossa intenção é acompanhar a tendência mundial e fazer com outras tecnologias mais eficientes sejam incorporadas no nosso dia-a-dia, fazendo com que haja um ganho de escala na sua produção e uma diminuição do preço ao consumidor”, explica o coordenador-geral de eficiência energética do Ministério de Minas e Energia Carlos Alexandre Pires.

O governo também já fez as contas: em cinco anos vai ser possível poupar o suficiente para abastecer até seis milhões de casas em todo o país. É o dobro do popular Programa Procel, que garante o baixo consumo de energia dos eletrodomésticos.

A indústria pretende passar a produzir as novas lâmpadas, que hoje são todas importadas. E acredita que, com mais oferta, o preço pode cair: “Os preços devem baixar por conta dos incentivos na hora da produção local”, diz o diretor-técnico da Abilux Isac Roizenblatt.

*Reportagem do site do Jornal Nacional/TV Globo

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